Se alguns
jogadores declararam não terem dormido nesta noite, confesso que também não
tive um sono perfeito. Não conseguia parar de pensar naquele momento mágico. É
isto mesmo, Mágico. Libertadores é isso meu caro amigo, não tem jogo fácil, não
tem classificação antes do apito final e muito menos essa história de que em
casa a gente resolve. No momento em que o árbitro marcou o penalte, pensei
comigo: acabou o sonho, acabou a Libertadores, acabou a Magia do Horto. E
justamente no Horto onde não perdemos há 35 partidas, vamos perder para uma
equipe que nasceu ontem, com um gol de penalte aos 48 minutos do segundo tempo.
Mas a história não era essa, pois no Horto vencemos o São Paulo por duas vezes,
foi lá que ganhamos do Arsenal-ARG de goleada, foi lá que vencemos o primeiro
jogo da final do Mineiro com um placar elástico pra depois sermos campeões no
Mineirão encima do arqui-rival, portanto não seria dessa forma que
abandonaríamos a Libertadores. Aqui no Horto não meu caro, porque Aqui é Galo.
O momento
Mágico é a defesa de nosso Goleiro Victor com seu pé esquerdo, de um penalte
batido por Riasco, um excelente jogador do Tihuana que já havia marcado um gol
na partida.
Sobre a partida
tivemos falhas temerosas, talvez pelas máscaras de pânico usadas pelos 20 mil
torcedores que lotaram o Independência. Jogadores tensos, nervosos, diante de um
favoritismo que não existe (como diz o Jornalista PVC da ESPN), pois o Galo
pode ser considerado o favorito a ganhar a Libertadores apenas entre os times
brasileiros, mas ele não é o principal favorito a ganhar a libertadores.
Favorito é o Olimpia-PAR que já tem tradição na libertadores. Não resta duvidas
que esse futebol bonito que o Galo jogou até agora tem que ter o seu valor. Mas
isso não é tudo. De agora em diante temos que ter mais paciência e saber jogar
com o resultado debaixo do braço, coisa que ontem não aconteceu e quase foi
colocado tudo a perder.
Nosso
Capitão Réver apesar de ter feito mais uma brilhante partida, teve momentos que
estava como centro-avante da equipe e deixando nossa zaga desguarnecida. Jô não
foi bem e Ronaldinho teve uma participação discreta. Nosso treinador está sendo
considerado um dos melhores do país, mas aos 40 minutos do segundo tempo,
quando o time precisa segurar o resultado, ele tira um centro-avante e coloca
outro? Meu Deus Cuca, põe mais um zagueiro e segura o resultado meu filho.
Mas
no final, não pela sorte como muitos têm dito, mas sim pela competência de um
bom goleiro, deu tudo certo.
Agora
esqueçam o favoritismo, pois o Galo não é favorito a nada. O que tem que ter é
muito trabalho, para que no mês de julho o Galo alcance o voo mais alto de sua
história. O sonho continua, mas a
batalha é complicadíssima.
Galo pra sempre...